Jorge Goulart e a era do rádio

Neste mês de maio de 2012 o Brasil perdeu um dos seus maiores cantores de todos os tempos aos 86 anos: Jorge Goulart.  Como não resguardamos nossa memória cultural a nova geração não tem a mínima ideia do valor deste excelente artista.

A mídia lastimavelmente foi totalmente omissa em relação ao acontecimento. Jorge foi um dos principais nomes da “Era do Rádio” nos anos 60. Iniciou a carreira em 1943 cantando em dancings e sua primeira gravação foi um fracasso pois tentava o quase impossível: imitar Nelson Gonçalves. Foi dispensado. Anos depois, já famoso, vejam vocês, substituiu Nelson numa filmagem onde este deu o bolo. (mais…)

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Waldick soriano, o poderoso machão?

Ex-garimpeiro, ex-motorista de caminhão, ex-peão, ator de cinema, cantor,  compositor, memorialista, prestigiado no Norte e Nordeste, renegado no Sul, onde, apesar de tudo, foi convidado a cantar em uma das mais badaladas boates de Copacabana, quase provocando um tumulto ao pespegar impetuoso beijo na namoradinha de um grãfino que o esnobou, e manteve tempestuoso romance publicitário com conhecida dama do soçaite. (mais…)

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Inspiração ou transpiração eis a questão

A existência da inspiração, estro, engenho poético ou qualquer outro nome que se lhe dê, dentro do processo de criação de uma obra artística é, sem dúvida, um assunto passível de interminável discussão. Os crédulos não abrem mão de terem sido impregnados pela aura, enquanto os descrentes encaram com desdém, classificando de pueris tais enlevos. Uma coisa porém é certa, sejam prós ou contras, tem que haver um outro elemento, catalizador imprescindível: o talento. (mais…)

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Francisco Alves, mocinho ou vilão?

Francisco Alves, sem dúvida, foi o mais popular cantor de sua época. Figura contraditória também. Alguns contemporâneos seus louvam seu coleguismo, sua solidariedade, seu fraternalismo. Outros relembram-no como sujeito cheio de empáfia, mal-educado e egoísta. Jacob do Bandolim em conversa com o autor disse que tinha racionados amigos e uma legião de inimigos cordiais. Sua rispidez intimidava um pouco as pessoas. (mais…)

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Esses destoaram!

Os letristas do nosso cancioneiro popular, como quaisquer outros que manipulem a palavra escrita, estão sujeitos a enganos semânticos. Este artigo não tem pretensões professorais e nem de longe pretende ferir susceptibilidades. É apenas um painel divertido dos tropeços dos nossos poetas da música, cometidos por desinformação ou incultura, alguns perfeitamente releváveis, porém outros capazes de doer nos tímpanos. (mais…)

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Jamelão, sem papas na voz

Um conceituado crítico musical afirmou certa vez que se tivesse estudado canto teria sido um dos maiores tenores do Brasil. Sisudo, mal-humorado, resmungão, não fazia concessão  aos chatos nem aos fãs mais afoitos, mesmo os já consagrados. Tereza Cristina, a excelente cantora que revigorou o samba carioca levou o maior fora ao tentar dialogar com ele. Toni Garrido quis beijar-lhe mão e tomou um chega-pra –lá: “ Pra quê? Não sou Pai de Santo!”Usava elásticos envolvendo os dedos e indagado por um fotógrafo a razão daquilo cuspiu fogo:” Você quer bater meu retrato ou saber da minha vida?”

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